VIDA SEM MEDO DA MORTE


VIDA SEM MEDO DA MORTE

"Quem durante a vida se lembrar da morte, também viverá de tal modo que não precisará temê -la!..." A Grande Pirâmide Revela Seu Segredo (Roselis Von Sass).

Você tem medo da morte, acha o assunto desagradável? Talvez não saiba, mas a maneira como encaramos esse tema diz mais sobre a nossa vida e como a levamos do que podemos imaginar.

Não são poucos os que afastam de si qualquer pensamento ou intuição mais aprofundada sobre a morte e uma possível continuidade da vida além-túmulo. De forma estranha, celebramos nascimentos como naturais e auspiciosos, mas amargamos a certeza da finitude como um marco estranho e não previsto. Não raro, associado a um desespero futuro que tentamos adiar o mais possível.

No entanto, é justamente o saber ou o não querer saber sobre a vida após a morte que influencia de maneira decisiva o modo como conduzimos nossas vidas, esta vida de agora, aqui, no presente. Se assumirmos que a nossa existência é delimitada apenas pelo espaço entre o nascimento e o instante em que o nosso corpo deixa de funcionar, então qualquer moral de conduta mais elevada, ou de uma vida alinhada a um sentido maior, torna-se algo dispensável e até mesmo pueril. Que importância teria uma conduta de vida pronta a findar com a vida terrena, condenada a um lapso de significado tão curto e limitado? Que importância teria, então, a própria vida?... O extrato abaixo é da obra Na Luz da Verdade, de Abdruschin:

“Nenhum ser humano se tem em conta de tão insignificante, para crer que sua existência fosse sem finalidade, se ele mesmo assim não a tornasse. A tal respeito considera-se ele em todo caso demasiado importante. Entretanto, são apenas poucos os seres humanos que conseguem, penosamente, libertar-se a tal ponto da preguiça de seu espírito, para se ocupar sinceramente em pesquisar qual a sua finalidade na Terra.”

Do lado oposto ao profuso espectro dos céticos absolutos, encontramos o não menos numeroso grupo dos que cuidam em viver em retidão apenas com vista a uma recompensa no Além, ou pelo temor de um castigo. Tal conceito, na verdade, reduz as criaturas humanas a seres de almas apagadas e temerosas, com diminuta autonomia, carentes de vivacidade e sinceridade. Condenadas ao enquadramento num código de conduta interesseiro, preenchido de fora para dentro como uma mera forma de bolo.

Imaginemos um mundo repleto de tal retidão de conduta exterior, que ecoasse em todos os atos, mas não nos corações. Traria este comportamento paz interna e felicidade verdadeira a seus praticantes?... Seria ele de fato vivo, benéfico e saneador? Segue outro trecho da obra Na Luz da Verdade:

“Popularmente falando, a verdadeira crença deve ser, portanto, uma força que, irradiando do espírito do ser humano, penetre em sua carne e em seu sangue, tornando-se assim uma única evidência natural. Nada de artificial, nada de forçado, nada de aprendido, mas apenas vida!”

A verdadeira crença surge com naturalidade do interior, transbordando à vida externa, independentemente de onde se encontre o espírito humano, na Terra ou em outros planos do Além.

Aqui na Terra procuramos nos orientar de acordo com as leis terrenas que conhecemos, a fim de não cometer algum delito. E do outro lado, também existiriam leis? Conhecemo-las? Será que não estaríamos sujeitos a elas desde já? Muitos acreditam que sim, e nesse ponto têm excepcional razão. Pois o bem praticado nesta vida perdura no Além, trazendo frutos correspondentes em precisa observação a uma das inflexíveis leis da Criação: a Lei da Reciprocidade: “Aquilo que plantas, colherás!”.

Quando o ser humano realmente buscar o que é verdadeiro e aprender a reconhecer as Leis da Criação em tudo, a elas se adaptando, não haverá mais morais externas a serem perseguidas, mas apenas um reconhecimento nítido de um bem determinado propósito em tudo que o rodeia. Poderá então procurar com segurança onde está o certo e o errado em todas as coisas, aprendendo com os frutos correspondentes.

Desse modo, despido de concepções fantasiosas e antinaturais, o medo da morte logo se desfaz, revelando em seu lugar o real sentido da existência, o imenso amor e a profunda sabedoria inseridos em tudo quanto foi criado.

Caroline Derschner Roberto C. P. Junior

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