O SABER DA REENCARNAÇÃO

03.02.2020

 

O SABER DA REENCARNAÇÃO
 

Ainda hoje, frequentemente, manifestam-se dúvidas e indagações relacionadas ao grande atuar de Deus em Sua Criação.

 

Muitos ainda perguntam por que Ele, sendo a própria bondade e o amor, permite ocorrer tantas catástrofes, penúrias, e misérias no mundo. Não entendem como é possível inocentes crianças nascerem na extrema pobreza, ou mesmo com graves doenças. Indagam por que Ele não se opõe à morte trágica e violenta de pessoas especiais, tão admiradas e tidas como exemplos de virtudes.

 

“Se o Senhor é de fato justo e bondoso, como pode Ele permitir tais coisas?”

 

Cismas e dúvidas, que só fazem promover uma grande descrença em relação à existência e atuação do Criador. Há muitos também que, quando abatidos por um grande sofrimento, proferem reservadamente: " Deus sabe o que faz", ou dizem resignadamente: "Sim, eu aceito, pois é da Sua vontade". E assim é que persiste, de uma maneira ou de outra, a conceituação de que destinos dolorosos são da vontade do Altíssimo.

 

Usualmente, essas expressões são acompanhadas por uma recusa íntima daquele que sofre, ou até mesmo por uma revolta dissimulada em relação ao destino impiedoso. No fundo, apesar de concordarem com a vontade divina, mudariam o seu destino imediatamente, se assim pudessem, fazendo logo valer a sua própria vontade.

 

Acredita mesmo alguém, que o Senhor almeja e estima o sofrimento humano, tendo propósito ou vontade para tais coisas?... Não, isso é coisa impossível. Mas... se Ele não deseja o sofrimento, e também nada faz para evitá-los, onde estaria então a resposta?

 

A solução ou resposta encontra-se nos fundamentos das leis da Criação. A primeira explicação para o chamado destino reside na simples sentença dada por Cristo: "Aquilo que semeias, colherás multiplicadamente". Trata-se nesse caso de uma colheita de ordem espiritual. Semelhante a uma colheita material, oriunda do plantio de uma semente de flor ou alimento. Nessa semelhança já constatamos a perfeição e a simplicidade das leis divinas, cujos efeitos apresentam grande uniformidade.

 

Como então uma criança recém-nascida, afligida pelo destino, poderia estar colhendo algo, sendo que ela sequer teve tempo para plantar?

 

A chave desta questão, que se revela também como um fundamento das leis do Criador, e que acaba abrindo as portas para a compreensão de tantas coisas, é o saber da existência de vidas anteriores! Vidas anteriores a esta vida presente. Sim, a compreensão da existência das diversas encarnações traz imediatamente a lógica do fenômeno, e completa o entendimento da sentença de Cristo, referente à colheita das ações praticadas. Significa que uma má ação numa vida pregressa conduz a um correspondente efeito numa vida posterior ou mesmo na atual.

 

Constituído de uma essência muito superior e mais sutil do que o seu corpo físico, o ser humano percorre várias épocas na busca de experiência e aperfeiçoamento espiritual. Uma busca incessante por uma maior conscientização, através de um conhecimento mais profundo da verdade, conduzindo a uma mais estreita conexão com o seu Criador, origem de toda a vida! Adquirindo um verdadeiro saber, empregaria forças para se tornar um elo cada vez mais útil na Criação, em benefício dela e de seus habitantes. Assim estava previsto, este deveria ser o sublime ideal de cada ser humano!

 

Infelizmente, deu-se que o ser humano preferiu caminhar por trilhas erradas, não somente nesta vida, mas já desde longos tempos, durante outras tantas encarnações anteriores. A quase totalidade da humanidade trilhou esse caminho. Desprovido do verdadeiro reconhecimento, ignorante em relação a si próprio e ao seu ambiente, e até mesmo agindo de forma conscientemente malévola, a criatura humana acabou gerando uma multiplicidade de efeitos futuros, nada bons, correspondentes às más sementes lançadas.

 

Todo esse sofrimento, que não é do agrado de Deus, mas que decorre, sim, de Sua incorruptível Justiça, tem um único propósito: levar ao reconhecimento! Reconduzir educativamente a respectiva pessoa para o caminho correto. Da mesma forma como um pai pode fazer com seu filho, através de uma severa repreensão cheia de amor, com o exclusivo desejo de ensinar e educar, para o seu único bem, fortalecendo-o e preparando-o para o restante de sua vida. Assim também age o Onipotente através de Suas leis eternamente justas, que tudo conduzem para o bem.

 

Quando por meio de dor e sofrimento a pessoa redescobre a humildade, então fica aberto o portal para o reconhecimento. Obtido o reconhecimento certo, abre-se então na sequência o portal para o advento da paz e da felicidade. As leis do Criador agem com rigorosa justiça, mas também com amor, propiciando novas oportunidades àqueles que buscam sinceramente. Graças unicamente a essas leis, tanta perfeição e beleza existem em toda a natureza e no Universo. Somente quando entra em cena a criatura humana é que desaparecem a beleza e a perfeição, iniciando-se a dor e o sofrimento, coisas que ela não teria necessidade de conhecer caso se deixasse guiar por essas leis.

 

O saber da reencarnação e das diversas vidas é, enfim, fundamental para a solução dos muitos aparentes enigmas, que definitivamente não precisariam mais existir nos dias de hoje. 

 

Breno Castro
 

 



 

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